quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Aquecimento Global, uma preocupação de todos




Temos uma preocupação enorme com o aquecimento global, pois sabemos que poderá afetar a todos os seres vivos e a natureza em geral, e o ser humano está diante de seu maior dilema: O que fazer para reverter isto, será que ainda há tempo?



O aquecimento global, que afeta a preservação da vida e das espécies. Ações humanas de agressão ao meio ambiente, principalmente as emissões descomedidas de gases do efeito estufa, ameaçam causar sérios danos à espécie humana e desequilibrar todo o meio ambiente do planeta Terra, um ser vivo e patrimônio de todos. Ainda a tempo de corrigir os erros dessas ações antrópicas, e para isso é premente uma imensa e dolorosa força-tarefa de diversos agentes da sociedade para mudar o cenário catastrófico que se avizinha.
A Terra possui particularidades que a distinguem dos outros planetas do sistema solar. Tem temperatura média de 14°C e, em conjunto com uma quantidade de água, relevo e oxigênio, entre outros gases, forma um ambiente propício ao desenvolvimento da vida, como se entende. No entanto, nos últimos cem anos a temperatura média do planeta aumentou 0,76º C, uma variação aparentemente desprezível. 
O aquecimento global está em curso e as conseqüências mais expressivas são, em sua maioria, negativa. Muitos o descrevem, em tom dramático, como a maior crise da história da civilização. É uma questão complexa e ainda não se dispõe de todo o cabedal de conhecimento nem de todas as soluções, mas a criação e a propagação de mitos devem ser evitadas. É necessário tomar providências para resolver o problema do aquecimento global, com seus custos e benefícios, não com falsos alarmismos, mas sim com diálogo sensato, à luz da ciência, da tecnologia e da responsabilidade ética e social.
Ainda se desconhece os limites de tolerância da natureza e qual seu ponto de equilíbrio, mas sabe-se que muitos limites foram ultrapassados e a ciência e a tecnologia, em conjunto com forças de bom senso da sociedade organizada, vão mostrar os caminhos da preservação ambiental e da homeostase do planeta. Afinal, desde os primórdios, o homem interage com o meio ambiente em busca de equilíbrio e sobrevivência, e essa harmonia é obstruída pelo aumento populacional acelerado e consumo em larga escala dos recursos naturais.
Todo sistema climático, dada sua não linearidade, pode desequilibrar-se de um estado para outro rapidamente, em busca de uma nova estabilidade, com conseqüências imprevisíveis, mas certamente catastróficas.
Os ecossistemas têm de ter a capacidade de resiliência ou elasticidade necessária para suportar as deformações e retomar sua forma original, a fim de fornecer alimentos, energia, água e estabilidade climática em prol do equilíbrio e da continuidade da vida. No entanto, não se respeita o tempo necessário para a recuperação do capital natural, pelo contrário, extrai-se da natureza mais que sua capacidade de restauração. Por longos anos, o ser humano tem cometido o crime de lesa-humanidade, ao transformar, modificar e agredir os quatro elementos físicos da natureza: o solo, a água, o ar e a energia solar.
Perdeu-se muito tempo na corrida pela mitigação dos danos causados pelo ser humano à natureza, um tempo que não volta mais e que certamente deixou conseqüências e graves seqüelas. É possível ver o passado, mas não modificá-lo, já o futuro pode ser influenciado, mas não se pode vê-lo. É preferível, então, que a geração atual possa ser reconhecida no futuro por ter agido de forma firme e resoluta na proteção do meio ambiente.
O futuro é construído dia após dia, pedra sobre pedra. Apesar do sistema caótico que se vive, há dados, fatos e informações que possibilitam enxergar à frente sem grandes distorções míopes, de forma a permitir a tomada de decisões seguras para oferecer às gerações futuras uma vida saudável e de qualidade.
As gerações atuais, hóspedes e não senhores da natureza, que não herdaram o planeta Terra dos avós, mas tomaram emprestados de seus filhos, devem atender às necessidades e aspirações do presente sem comprometer a capacidade de também atender às do futuro. Isso é o desenvolvimento sustentável: perene, eterno, perpétuo, que impõe limites para uma questão de sobrevivência não do planeta que se auto-regenera, mas da espécie humana. Pode ser doloroso, mas há que se fazer sacrifícios.

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